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WOW PROJECT

 

 

Pessoas sendo pessoas. Com suas sabedorias, vivências, aprendizados, questões, amores, alegrias e tudo que possa ser vida e identificação. 

 – CAMILA PITANGA

Pra você, o que é mais importante no trabalho?

O desafio, descobrir espaços novos do ser. Ter a possibilidade de dizer coisas, causar reflexão.

 

Uma situação de trabalho que tenha a irritado.

A saudade de casa, quando aperta, dói. Na repetição pode irritar também.

 

Seu trabalho já foi criticado?

Sim.

 

Filme de terror ou finais felizes?

Eita! Prefiro filmes que eu saia do cinema transformada.

 

O que te mantém na carreira? O maior motivo.

O amor e o prazer que tenho de lavrar a alma. Gosto de pesquisar, de me aventurar por universos que não conheço. Gosto de brincar de ser alguém diferente de mim.

 

Como você se mantém informada?

Em parte, através das redes. Estou sempre atenta a algumas pessoas como Yasmina Tainá, Ale Orofino, Djamila Ribeiro, Laura Carvalho, Antônia Pellegrino... Falei só de mulheres, né? Mas não fico só nas redes, não. Informação está no teatro, no cinema, na leitura. Acabei de ler o extraordinário “Defeito de Cor”, de Ana Maria Gonçalves. Tudo isso me informa, me dá régua e compasso, como diria papai.

 

O que você acha da carência de ídolos com essa glamorização de celebridades instantâneas?

Acho o esvaziamento da ideia de ídolo interessante, porque o bacana é a gente se admirar de igual pra igual, não?

 

Se pudesse mudar algo em como foi educada, o que seria?

Estudei em escolas que não estimulavam tanto uma visão crítica das coisas. Sorte ser filha de um ator comunista para me estimular a olhar o mundo além do próprio umbigo.

 

Você leva dos seus personagens vividos na TV o mesmo que leva de todas as pessoas reais que encontra na vida, na rua, na realidade?

Sim. Me disponho a tentar entender e viver o universo das minhas personagens, então sempre tem uma cicatriz que fica.

 

O que falta nas escolas hoje como matéria? Se você fosse escolhida para lecionar, qual seria?

Não teria gabarito para ser professora, mas acredito que matérias como filosofia e artes, dança e teatro, são tão importantes quanto matemática e ciências.

 

Numa escala de 0 a 10, quanto você está empolgada com a sua vida hoje?

10! Nota 10. Estou com fome de vida.

 

Quem todo mundo deveria seguir no Instagram hoje?

Ah! Não sei, isso é muito pessoal. (Risos).

 

Sua banda favorita?

Posso escolher três? Baiana System, Radiohead e TameImpala.

 

Qual sua música favorita?

Poxa, aí fica muito puxado. Amo música. Mas escrevo a que veio primeiro à cabeça que foi “Rã”, de João Donato. Ah, tem uma do Rodrigo Amarante que eu amo de morrer – ou de viver, que chama “FallAsleep”.

 

Último presente que você deu a uma amiga?

Um arranjo de flores que fiz.

 

Uma qualidade?

Sentir.

 

Uma das coisas que mais ama em você?

O fogo. (Risos).

 

Última fotografia que você tirou.

Eu e Cuca (Antônia), na vista chinesa.

 

Até que ponto você controlou sua vida até aqui?

Eu danço na vida, tento deixar o barco de pé, mas as águas são as águas.

 

Se você pudesse viver tudo novamente e, como um recém-nascido, pudesse dar um conselho a si mesmo. Qual seria?

Respira, respira fundo, aproveita e respira.

 

Quais músicas estão no seu repeat?

Tô amando ouvir a playlist do último show do Caetano com os filhos. Tem no Spotify.

 

Existe um filme que tenha ficado em você?

Muitos! “Aquarius”, do Kleber Mendonça, é um deles. Busco a força e a coragem de Clara em minha vida.

 

O que a arte significa para você?

Desconstrução, risco, fluxo e brincadeira são palavras que vêm à minha cabeça.

 

Qual é sua relação com fotografia?

Sou amante. Seja me doando para brincar de ser, de jogar com a câmera ou me transportando para outros lugares através da fotografia.

 

Qual sua lembrança mais valiosa?

Antônia mamando pela primeira vez.

 

Um prazer culpado.

Muitos.  Destaco comer.

 

Quem te inspira na sua carreira e quem te inspirou quando você começou?

Mariana Lima, Grace Passô, Aury Porto são constantes inspirações. Quando eu comecei e ainda hoje, Fernanda Montenegro.

 

Descreva um dia perfeito de folga.

Acordar com barulho de passarinho, pegar uma praia com filhotas e amigos, e dançar até o sol raiar.

 

Cite três coisas que figuram sua lista de coisas não feitas.

Cantar em um show, falar inglês e/ou francês e tocar um instrumento.

 

Três lugares favoritos no Brasil.

Aff! Chapada Diamantina, o litoral do Nordeste (Alagoas, Bahia) e as cidades loucas que amo: Rio e São Paulo.

 

Se pudesse escolher onde viveria, qual seria o lugar?

Onde moro mesmo.

 

Qual foi a sensação de ter se entregado à edição METAMORFOSE.

Foi uma delícia. Pude ser livre, brincar de fotografar.

Qual a importância da metamorfose na sua vida? Mudar o ser, o sentir, o viver...

Acho uma riqueza, um mundo de possibilidades a serem experimentadas.

 

Último livro que leu.

Defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves.

 

Último filme.

Que vi e, de fato, me inspirou a refletir... No Intenso Agora.

 

Última peça

Grande Sertão Veredas, dirigida pela Bia Lessa.

 

A força da mulher é uma forma de metamorfose, que muda com o tempo na liberdade ou da repressão de ser mulher. Você acha que isso é latente ou hoje elas podem ser o que quiserem?

Todo mundo tem que ser o que quiser ser.

 

Meditar, rezar, orar, se espiritualizar?

Sim, agora mais que nunca.

 

Você está engajada com alguma causa e gostaria de dividir com a gente, para que mais pessoas também possam ajudar?

O Brasil precisa recuperar a democracia.  Precisamos retomar o leme da nossa história.