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FOTO BRUNNO RANGEL

DIREÇÃO CRIATIVA MARCELO FEITOSA

EDIÇÃO DE MODA FELIPE VELOSO

RETOUCH RAWPLUS

Fragmentos da entrevista com rodrigo simas 

edição existência!

Entrevista COMPLETA na wow normal e na wow baby >>>

 – RODRIGO SIMAS

Eu existo dentro de mim. Um, que só eu conheço. 

Todos os dias tento “despadronizar”. 

Me reconheço de pequeno, dentre escamas, me despindo das camadas coladas.

Existo... mas posso não existir. 

A existência está no agora. 

A minha existência hoje, amanhã não está mais.

Você morou fora durante um longo período da sua infância e adolescência. Acha que a cultura da masculinidade é cultivada igualmente ao redor do mundo, ou aqui no Brasil é diferente?

Está enraizado. Está entranhado. Está deturpado. Aqui no Brasil, nos Estados Unidos, no Mundo e dentro de nós. Desde a primeira roupinha azul que nos colocam. Desde a primeira vez que ouvimos a clássica frase “meninos não choram”. Desde sempre nos ensinam que precisamos ser fortes, que temos que ser o melhor, o HOMEM da casa...

 

Você já sofreu bullying? 

Já sofri bullying, sim, e todas as vezes tinha algo a ver com a minha masculinidade. Ainda quando criança por não gostar de jogar futebol, por ter mais amigas meninas ou por ser um menino mais sensível. Revendo o meu passado, percebo que foram bullyings sempre diminuindo e rejeitando o feminino.

 

As pessoas acham que conhecem a celebridade pelas redes sociais, mas se elas realmente te conhecessem elas saberiam que ... 

Saberiam que eu vivo uma montanha russa de sentimentos, de questionamentos, de ansiedades. Saberiam que com 14/15 anos eu comecei a me questionar e também a questionar os padrões e tabus que a sociedade nos impõe. Saberiam que luto contra eles todos os dias.

Saberiam que já pensei que estava entrando numa depressão, que nessa quarentena eu tenho lidado com os meus monstros e que eu penso na morte todos os dias, não sendo algo ruim, mas algo quase palpável simplesmente por estarmos vivos.

 

Violência ainda afirma a masculinidade?

Infelizmente, na nossa sociedade, sim. Não só a violência mas também a agressividade, a força, ser sexualmente ativo e o poder. 

 

Você ainda tem algum comportamento machista que luta contra?

Acho que hoje são mais pensamentos e falas que tenho me policiado para não mais usar.

 

Você acha que, sendo artista, você é menos julgado pela sua masculinidade ou isso indifere?

Sendo artista, talvez. Sendo “celebridade” sou muito mais julgado. Querem sempre me categorizar e me encaixar no hétero, macho, sem fragilidades.

 

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